O que esperar da Saúde Virtual do futuro?

O que esperar dos novos modelos ou promessa de valor aos negócios de saúde do futuro que começa agora!

Nos últimos 20 anos, pelo menos, vivenciamos algumas mudanças no setor da saúde, seja em tecnologia ou em comportamento dos prestadores de saúde (produtos e serviços) e, principalmente, dos pacientes. Mesmo que lentamente, ouvimos também sobre as tendências e revoluções com a saúde virtual, uma promessa da disrupção com tecnologias à saúde que não foi imediata ou plenamente adotada ao longo desses anos. Agora, a pandemia do COVID-19 está a pressionar as barreiras estruturais que retardavam os investimentos em aplicações e integrações à saúde virtual.

O exato momento dessa disrupção acelera quando o Covid-19 impulsionou o acesso mais virtual aos cuidados de saúde. Uma vez que, o momento restringe severamente a capacidade dos pacientes de consultar os seus especialistas presencialmente e, não só isso, surgem novas demandas durante esse período. O “benefício” dessa crise pandémica está na agilidade de adoção das iniciativas em telessaúde e telemedicina, que promovem o potencial das tecnologias no acesso à saúde virtual, durante e no pós-crise.

Os sentimentos e os comportamentos do consumidor está a evoluir à medida que aproxima uma nova rotina social, cujos motores para fazer o ecossistema funcionar precisa avaliar: o que parar, iniciar e acelerar. Nessa jornada, o uso de opções mais digitais na saúde ganham forças mais aceleradas. Claro que muitos casos serão avaliados a sua necessidade e estágio de atuação, porque aqueles que não estavam conectados enfrentarão desafios diferentes de quem já estava e que agora precisam aprimorar ou reinventar processos mais digitais.

Vale ressaltar que antes de qualquer estrutura mais virtual ou digital, o pilar de qualquer negócio ainda está na proposta de valor, ou seja, qual a entrega de valor ao cliente (paciente ou prestador de saúde)? Pensar em soluções mais virtuais, vai além de adaptar processos em ferramentas e canais digitais. Tudo precisa estar conectado para contribuir no diferencial competitivo que uma proposta de valor pode oferecer. Repensar o modelo para continuar uma proposta de valor num ambiente virtual.

O que  a sua oferta significa ao seu paciente ou cliente de saúde? Uma série de inovações ou melhorias que sejam baseada numa proposta de valor diferenciadora, simples e real. Se não tiver uma base eficiente na proposta de valor, se vai aplicar a digitalização de qualquer jeito, está a acelerar a ineficiência da proposta.

Recentemente um estudo da Mckenzie sobre a saúde virtual, categorizou três principais divisões na saúde virtual do futuro: telessaúde, terapêutica digital e cuidados online:

Esses são apenas alguns exemplos das oportunidades do presente e do futuro na saúde mais virtual. Junto com essa demanda mais virtual ou digital, nasce também a centralização dos esforços no ser humano. Como adaptar os seus processos, proposta de valor e oferta de serviço que atenda a experiência real as pessoas que buscam melhores cuidados de saúde.

Em 2019, antes do COVID-19, a McKinsey também realizou uma pesquisa com líderes de sistemas de saúde sobre a adoção da saúde virtual nos próximos 5 e 10 anos. Foi revelado nesta pesquisa, que o maior potencial de investimentos futuros seriam em telemedicina síncrona e na monitorização remota, como mostra o gráfico a seguir.

Devido aos ritmos atuais na prestação de cuidados, os sistemas de saúde podem considerar e dimensionar as oportunidades na saúde virtual mais ampla e acelerada. A adoção da saúde virtual pode criar e cocriar oportunidades de negócios na saúde, e prestadores de serviços podem atender as necessidades dos pacientes, com novas ofertas de serviços, produtos e integrações entre eles com monitorização, gestão de informação e proporcionar melhorias nas ofertas e experiências positivas.